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| Dados suportam o relato bíblico |
Na Bíblia, podemos aprender que Deus criou todas as formas de vida − plantas, aves, peixes, animais terrestres e o ser humano – literalmente através do barro. Em Gênesis 2:7, vemos que “o Senhor Deus formou o homem do pó da terra e soprou em suas narinas o fôlego de vida”. Já em Gênesis 2:19 é dito que “formou da terra todos os animais do campo e todas as aves do céu”. Portanto, com um sopro, aquilo que era barro se tornou ossos, articulações, tendões, músculos, nervos, vasos sanguíneos, olhos, ouvidos – um ser vivo.
Assim, nós, criacionistas, acreditamos por meio de uma fé racional que Deus tenha criado do barro toda a vida. Mas o que a ciência tem a nos dizer? Seria possível que o barro contivesse os elementos essenciais para o ato da criação? Conforme afirma o rabino Tzvi Freeman: “Evolução e Gênesis ambos concordam que o homem começou como um punhado de barro. A evolução diz que se você deixar barro suficiente por tempo suficiente, aquilo terminará se tornando um ser humano que vai construir computadores e naves espaciais. O Gênesis diz que você precisa de uma força inteligente para que isso aconteça.”[1]
Assim, nós, criacionistas, acreditamos por meio de uma fé racional que Deus tenha criado do barro toda a vida. Mas o que a ciência tem a nos dizer? Seria possível que o barro contivesse os elementos essenciais para o ato da criação? Conforme afirma o rabino Tzvi Freeman: “Evolução e Gênesis ambos concordam que o homem começou como um punhado de barro. A evolução diz que se você deixar barro suficiente por tempo suficiente, aquilo terminará se tornando um ser humano que vai construir computadores e naves espaciais. O Gênesis diz que você precisa de uma força inteligente para que isso aconteça.”[1]
Em 2003, uma pesquisa publicada na revista Science sugeriu que, tal como é relatado na Bíblia, a vida na Terra possivelmente tenha surgido do barro.[2] Cientistas afirmaram ter conseguido reunir elementos do barro que são fundamentais no processo inicial de formação biológica. Entre eles, uma substância chamada “montmorillonite” que participa da formação de depósitos gordurosos e ajuda as células a compor o material genético chamado RNA (ácido ribonucléico), indispensável para a origem da vida.
Segundo os cientistas, a argila ou o barro podem ser catalizadores das reações químicas para a criação do RNA a partir dos nucleotídeos. Também descobriram que a argila acelera o processo de criação de ácidos graxos nas vesículas, elementos essenciais para a síntese de RNA. Para os pesquisadores, “a formação, crescimento e divisão das primeiras células pode haver ocorrido como resposta a reações similares de partículas minerais e agregados de material e energia”.[3]
Em 2013, outro estudo indicou que alguns tipos de argilas (barro) facilitaram a geração espontânea de vida (moléculas orgânicas) da matéria inanimada há [supostos] milhões de anos.[4] A argila contém uma série de minerais, tais como alumínio, silício e oxigênio, e sua composição forma uma substância chamada “hidrogel”. Esse polímero facilitaria a síntese de proteínas, DNA e demais componentes que tornam uma célula viva. Nos testes em laboratório, esses hidrogéis de argila apresentaram uma função de confinamento (lugar seguro e protegido) para biomoléculas e reações químicas, pois essas moléculas orgânicas tendem a aderir à superfície da argila, evitando sua degradação por enzimas “nucleases” (consideradas prejudiciais).[5]
Diante disso, uma questão pertinente levantada pelo jornalista Michelson Borges é: “De onde veio esse barro?”[6] Como podemos ver, a ciência nos diz que é possível a vida ter se originado do barro. Porém, não pode nos dizer como isso aconteceu. Embora pessoas estudem a origem da vida e do Universo, ainda há muitas coisas que não serão reveladas. Mas em relação a essa, a revelação já nos foi dada (embora seja ignorada) e pode ser encontrada em Jeremias 27:5: “Eu fiz a terra, o homem e os animais que estão sobre a face da terra, com o Meu grande poder, e com o Meu braço estendido, e a dou a quem é reto aos Meus Olhos.”
(Everton Fernando Alves é enfermeiro e mestre em Ciências da Saúde pela UEM; seu e-book pode ser lido aqui)

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